23 maio 2016

Ciranda de Pedra, de Ligia Fagundes Telles

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Lido em e-book
Lygia foi consagrada como contista da década de 40 e apenas dez anos depois (1954, para ser mais precisa) publicou seu primeiro romance, o Ciranda de Pedra, que já ganhou duas adaptações homônimas pela Rede Globo, uma em 1981 e outra em 2008. O sucesso na escrita de estórias curtas foi além, se estendeu para outros gêneros e resultou nessa incrível obra, clássico da Literatura Brasileira.

Considerando sua época de publicação, Ciranda de Pedra é um romance existencialista transgressor, que aborda temas pouco citados até então, como: homossexualismo, traições, doenças psicológicas, desestruturação familiar e questões femininas.

O livro é divido em duas partes, que marcam a infância e o amadurecimento de Virgínia. Quando criança, a protagonista vive situações difíceis de lidar, como a loucura da mãe, o perene sentimento de rejeição vindo do pai e o deslocamento social na presença das irmãs e dos amigos.

Após concluir os estudos, Virgínia volta para a casa do pai e tem que encarar de frente tudo aquilo que a afligia na infância. As coisas mudaram, mas a protagonista ainda guarda muitos sentimentos daquele tempo antigo, o que a surpreende em alguns momentos.

A trajetória de Virgínia é marcada por perdas e ressentimentos, mas sua força de vontade demostra a força de uma mulher para superar seus medos e vencer na vida sem depender de ninguém. Um exemplo muito claro disso é que as irmãs de Virgínia, Bruna e Otávia, são invejadas pela beleza quando crianças, mas são sustentadas pelo pai quando adultas mesmo depois de casada, enquanto que Virgínia, escarnecida por ser diferente e nunca se enquadrar em nada, é a única que se forma e que faz questão de ganhar seu próprio dinheiro (lembrem-se de que estamos falando da década de 50).

Poucas palavras poderiam definir Ciranda de Pedra, bem como todas elas talvez não conseguissem descrevê-lo por completo. A narrativa simples, cheia de lembranças e as emoções carregadas, nada é meio termo nesse romance, é calmaria ou fúria.

22 maio 2016

Dica de presente para o Dia dos Namorados #01

Olá, leitores!

No dia 5 de maio a Editora Arqueiro lançou o Guia Definitivo do Mochileiro das Galáxias, que reúne em um único volume os cinco livros da famosa trilogia de cinco do Douglas Adams.


A primeira dica de presente para o Dia dos Namorados tinha que ser especial, claro, então escolhi o Guia Definitivo porque provavelmente ele agradará a qualquer gênero e é como se você tivesse presenteando com cinco livros ao final das contas. rs

Sinopse:

Pela primeira vez, reunimos em um único volume os cinco livros da cultuada série O Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.
Com mais de 15 milhões de exemplares vendidos, a saga do britânico esquisitão Arthur Dent pela Galáxia conquistou leitores do mundo inteiro. O humor ácido e as tramas surreais de Douglas Adams se tornaram ícones de uma geração e seguem fascinando - e divertindo - leitores de todas as idades. Pegue sua toalha, embarque nessa aventura improvável e, é claro, não entre em pânico!
O Guia do Mochileiro das Galáxias
Segundos antes de a Terra ser destruída para dar lugar a uma via expressa interespacial, Arthur Dent é salvo por Ford Prefect, um E.T. que fazia pesquisa de campo para a nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias. Pegando carona numa nave alienígena, os dois dão início a uma alucinante viagem pelo tempo e pelo espaço.
O Restaurante No Fim do Universo
Arthur Dent e seus quatro estranhos companheiros viajam pela Galáxia a bordo da nave Coração de Ouro, em uma busca desesperada por algum lugar para comer. Depois de fazer a refeição mais estranha de suas vidas, eles seguem pelo espaço e acabam descobrindo a questão sobre a Vida, o Universo e Tudo Mais.
A Vida, o Universo e Tudo Mais
Arthur Dent passou os últimos cinco anos abandonado na Terra pré-histórica, mas ainda acordava todos os dias com um grito de horror. No entanto, talvez fosse melhor continuar nessa tediosa rotina do que ser arrastado para a sua próxima missão: salvar o Universo dos temíveis e infelizes robôs xenófobos do planeta Krikkit.
Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!
Depois de viajar pelo Universo, ver o aniquilamento da Terra, participar de guerras interestelares e conhecer criaturas extraordinárias, Arthur Dent está de volta ao seu planeta. E tudo parece estranhamente normal - exceto pelo desaparecimento dos golfinhos. Disposto a desvendar esse mistério, ele parte em uma nova jornada.
Praticamente Inofensiva
Após muitos anos vivendo separados, cada um em um canto mais insondável do Universo, Arthur Dent, Ford Prefect e Tricia McMillan se reencontram. Mas o que deveria ser uma festejada reunião de velhos amigos se transforma numa terrível confusão que põe em risco - mais uma vez - a vida de todos.

Onde comprar:

Até mais, e obrigado pelos peixes. 

Tentando fugir da Ressaca Literária

Olá, leitores!

Há quanto tempo que não posto nada por aqui, há mais de cinco meses! Isso mesmo, CINCO meses. Nem eu tinha me dado conta de quanto tempo havia passado desde que eu concluí um livro.


Não me envergonho de dizer que passei todo esse tempo sem terminar a leitura de um único livro. Como consegui passar tanto tempo nessa inércia? Realmente não sei, mas aconteceu.


Já passei por outras Ressacas Literárias, mas nada que durasse mais do que um mês. Dessa vez o negócio ficou feio para o meu lado. rs

A Ressaca Literária se caracteriza pelo desânimo com os livros. Para quem é apaixonado pela leitura, entrar nesse estado de desânimo é horrível porque continuamos tentando ler, mas a bendita Ressaca Literária faz com que percamos a vontade de concluir as estórias.

Há quem diga que nunca passou por um momento como esse, mas sempre há aquele período em que lemos menos do que o de costume. O que diferencia esses momentos de baixa frequência de leitura para a Ressaca Literária é que nesta última tentamos diversas vezes ler pelo menos mais uma página por dia.

O importante é que agora, aparentemente, engajei bem em um livro e creio que agora vai. Estou lendo "O presidente negro", o único romance adulto do Monteiro Lobato.



04 janeiro 2016

Harrison Bergeron, de Kurt Vonnegut

Um conto distópico escrito em 1961 em que o autor mostra uma sociedade nivelada por baixo. O governo usou a “equidade” para tirar a “vantagem” de certas pessoas, assim todos poderiam ser iguais, ninguém mais forte ou mais inteligente do que os outros, por exemplo.
Para conseguir isso, o governo estipula “contrapesos” para balancear essas diferenças. Se a pessoa é mais inteligente do que o padrão tido como normal, um aparelho auditivo intervirá quando ela fizer certas conexões neurais mais intensas. Se é mais rápida, pesos são acrescentados para diminuir a velocidade; se mais bonita, recursos a tornam mais feia…
A estória se passa em 2081, 120 anos depois de quando foi escrita e com uma diferença secular já previa uma atitude que se tornaria comum. Não adianta tentar negar e dizer que esse nivelamento “por baixo” não exista, pois vejo um exemplo claro disso nos cinemas, em que só há um horário (geralmente o último) para filmes legendados porque as pessoas geralmente reclamam que não conseguem ver o filme e ler a legenda ao mesmo tempo…
Esse livrou trouxe reflexões básicas mas pertinentes, o governo pode até tentar nos nivelar por baixo, mas muitas vezes isso começa a partir de nós mesmos. Quantas vezes não ouvimos um “ainda bem que tirei a média”, “vai assim mesmo, tem gente que nem fez nada”, “vou pegar o resumo na internet”… Pois é, as vezes as pessoas se nivelam por baixo sem nem precisar de imposição para isso.
Diversas indagações surgem durante a leitura dessa estória, principalmente “por que não usar recursos para melhorar os menos capazes e nivelar com base nos que se destacam?”, “será que ter a média verdadeira não seria melhor?”, e por aí vai.
2081Esse conto é curtinho e tem disponível na internet, para ler online ou para baixar, e é o tipo de estória ideal para discutir com os amigos e parar para refletir. Ah, o curta 2081 é a adaptação de Harrison Bergeron.
Texto original (em inglês)
Além dessa questão do nivelamento, o autor abordou ainda alguns outros pontos que sempre são criticadas em diversos ambientes e não apenas em distopias,  como: a cultura de massa por meio da televisão, como a mídia influencia no que as pessoas pensam, a banalidade e manipulação dos acontecimentos, dentre outros.

02 janeiro 2016

O que ganhei no amigo secreto literário de 2015

O melhor presente que alguém poderia ganhar
Olá, leitores!

Em 2015 participei de um amigo secreto literário natalino no Facebook, em que reuniu algumas blogueiras literárias. Recebi meu presente em dezembro, mas uma das regras só permitia mostrar o que ganhamos e quem enviou no mês de janeiro, para dar uma margem devido aos diferentes dias de envio e entrega.

Quem me tirou foi a diva da Luciana, que além do livro maravilhoso que eu tanto desejava mandou também vários marcadores, bottons e até um case artesanal para livros! Com toda certeza do mundo eu A-D-O-R-E-I o meu presente. 

Hoje eu vim aqui para mostrar esses mimos.

bottons

Cartão com uma linda mensagem dentro

Marcadores

Cartão, adesivos e marcador magnético

Mais marcadores :)

O livro mais desejado de 2015

<3

O case artesanal para proteger o livro (já estou usando)

Diva

A amiga secreta mais sortuda do mundo


01 janeiro 2016

Perdido em Marte, de Andy Weir

Mark Watney e mais cinco astronautas estão na missão Ares 3, em Marte, quando são obrigados a voltar para casa devido a uma tempestade de areia de alta velocidade.

Tudo estava dentro dos protocolos para abortar a missão com sucesso até que Mark é atingido por destroços levados pela tempestade e é dado como morto.

Claro, Mark não morreu e vê-se sozinho no planeta vermelho com uma parafernalha de coisas projetadas pela NASA. Sua missão agora é tentar sobreviver até a chegada da Ares 4, que só acontecerá em alguns anos. Com recursos limitados, o engenheiro mecânico e botânico usa suas habilidades para prolongar o máximo possível seus dias de vida. 

"Perdido em Marte" poderia ser um livro bem O.K., mas Andy Weir o tornou incrível ao enchê-lo de conhecimento científico e humor. As análises que Mark faz para tentar racionar alimento e criar métodos de comunicação e de plantio são baseadas em leis simples da física e da química que com certeza o leitor já viu no colégio e é muito bacana ver tudo isso sendo colocado em prática. 

O livro é composto por recortes do diário de bordo feito por Mark, diálogos entre os personagens e os esforços da NASA para tentar trazer Watney de volta à Terra. "Perdido em Marte" tem o tipo de estória que agrada a Gregos e Troianos, pois fascina tanto os apaixonados por ciência e ficção científica quanto os que querem apenas ler uma boa estória divertida (mesmo nos momentos "cabeça", o autor nunca deixa a estória monótona).

As expectativas para a leitura desse livro estavam bem altas, principalmente depois da estreia do filme, mas mesmo assim "Perdido em Marte" foi um dos melhores do ano. Não imaginei que eu fosse gostar tanto dessa estória, principalmente por não ter o 'costume' de ler muitos livros de ficção científica, ao final das contas foi uma boa surpresa literária mesmo com todo furdunço sobre ele na internet. 

Aproveitei que tinha acabado de ler "Perdido em Marte" e fui logo assistir ao filme. É, a adaptação ficou boa mesmo (rs), apesar de alguns detalhes diferentes, o longa não deturpou a estória do filme (como na triste adaptação de Percy Jackson, por exemplo, que desvirtuou boa parte da cronologia dos acontecimentos e o resultado foi um horror).

29 dezembro 2015

Diário de leitura #4

Olá, leitores!

Esse post é mais um diário de leitura com um plus, pois vou falar um pouquinho de como anda minha vida também. rs

Esse segundo semestre de 2015 foi um pouco conturbado e muito corrido. O ano já não vinha sendo muito favorável com minhas leituras, livros não tão bons somados a uma rotina massacrante resultou em poucas leituras agradáveis e desânimo para ariscar em novos títulos.

2015.2 foi meu último semestre da faculdade, vocês devem imaginar minha correria para conseguir concluir tudo direitinho. Além da faculdade, tinha também trabalho, casa e estágio, não me admiro em nada que eu tenha postado tão pouco conteúdo aqui no blog.

Agora que estou livre da faculdade e com bem mais tempo para fazer coisas legais, já estou fervilhando de ideias para o blog, projetos e afins.

Então, vamos logo ao que interessa...

  • Livros lidos
Os três últimos livros que li foram: A Irmandade Perdida, Perdido em Marte e Morangos Mofados. 

Uma foto publicada por Samantha M. (@samantha_wmb) em
Esses livros da Arqueiro foram, sem sombra de dúvida, dois dos melhores livros lidos no ano. Só a Arqueiro para salvar um ano de leituras mais ou menos.

Confesso que não gostei muito de Morangos Mofados, fui cheia de expectativas e me deparei com uma narrativa morna. Eu até gosto da proposta do autor de apresentar o cotidiano de forma simplória, mas ele deixou um oco que ainda não sei explicar muito bem (por isso ainda não saiu resenha), mas conversaremos mais sobre ele em breve.


  • Estou lendo
Estou lendo (em e-book) Um Contos de Natal, do Charles Dickens, para o projeto Clube dos Clássicos Vivos. 


  • In My Bag
Os livros novos na estante são resultados de uma troca que fiz num sebo. Quero abrir uma brecha dentro do Leia Mais Mulheres para ler mais Rachel, o que seria dois coelhos de uma única vez: ler mais mulher e ler mais literatura cearense. <3



  • Assisti
Nesses últimos dias assisti a duas séries e um filme, todos muito bons e pretendo comentar mais sobre eles individualmente em posts futuros. Penny Dreadful foi indicação da Vevs Valadares e achei sensacional, comecei a assistir Jessica Jones por causa da vibe mesmo (já que o universo parece estar assistindo essa série, então resolvi conferir) e Star Wars episódio VII porque né (não precisa de motivo). Se você ficou curioso para saber mais sobre algum desses três, fique atento que em breve teremos post por aqui. 






Bom, esse foi um breve resumo do que rolou por aqui e aguardem vários posts legais porque agora ESTOU DE FÉRIAS!! ;)